segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As pessôas...


As pessoas boas dormem muito melhor à noite do que as pessoas más. Claro, durante o dia as pessoas más se divertem muito mais.
 

Woody Allen

sábado, 27 de agosto de 2011

A história de Sansão...


   
 
     
  O Poderoso Samson  
  Juiz e Líder (2810-2831)
  Por Nissan Mindel
Durante quarenta anos longos e difíceis, com poucos intervalos, os judeus sentiram o peso esmagador da opressão, não conseguindo
ter uma vitória decisiva sobre seus cruéis inimigos.
Os Filisteus eram o "chicote" com que o Todo Poderoso estava punindo os
judeus por sua deslealdade com Ele.
O nascimento de Samson

Certo dia, quando Zealphonis, uma judia, estava caminhando pelo campo, algo maravilhoso lhe aconteceu. Um anjo do Céu apareceu e disse: "Você terá um filho, que algum dia resgatará o povo judeu de seus inimigos. Ele será extraordinário – mais forte que um leão, mais ligeiro que um cervo; e seu espírito será livre e destemido. Você deve lembrar que a vida dele será consagrada ao serviço de D'us. Portanto, nunca corte seu cabelo, e não lhe dê vinho ou bebidas, mas somente os alimentos mais puros, pois ele será um Nazir!"

Zealphonis ficou extasiada. Durante anos tinha ansiado por um filho, mas agora, finalmente, sua desejo seria realizado. Ela apressou-se a contar a boa notícia ao marido, Manoa, e os dois se alegraram juntos. Quando ela teve o filho, deu-lhe o nome de Samson, Shimshon em hebraico, da palavra shemesh, "sol". Ela sentia que Shimshon estava destinado a ser brilhante e poderoso como o sol, e libertaria o povo judeu daqueles horríveis filisteus.

Ainda muito jovem, Samson revelara notável força física. Um dia, estava vagando pela floresta, quando viu-se frente a frente com um leão feroz. O leão atacou, mas Samson, impávido, matou o leão com as mãos nuas, como se fosse um gatinho. À medida que Samson chegava à idade adulta, começou a se ressentir cada vez mais da opressão do seu povo pelos filisteus. Porém ele era muito humilde para aceitar a liderança de um exército judaico. Decidiu que se vingaria dos filisteus engajando-os em conflitos pessoais e os intimidando, para que não pudessem mais molestar seus irmãos judeus.

Samson na Filistéia

Samson começou a procurar maneiras de se aproximar do inimigo. Para isso era necessário ganhar a confiança deles, e ao mesmo tempo achar boas desculpas para uma vingança pessoal contra eles.

Um dia Samson conheceu uma mulher na cidade Timná que estava pronta a aceitar a fé judaica e ser sua esposa.

Na festa do casamento, estavam reunidos todos os jovens da cidade que tinham ido participar das festividades. Samson agora tinha uma oportunidade de colocar seu plano em prática. Falou aos homens: "Vou propor um enigma e se vocês puderem resolvê-lo, darei a cada um uma veste. Mas se não adivinharem a charada, então cada um de vocês me dará uma roupa." Os filisteus ficaram contentes de aceitar este desafio, e Samson pediu a eles:

"Do comedor sai carne e do forte sai doçura. O que é isso?"
Quando Samson lhes apresentou o enigma, nem um sequer pôde encontrar uma solução. Apelaram à esposa de Samson para conseguir a resposta do marido. "Você não é uma de nós? Deixará seus compatriotas serem derrotados e humilhados por um hebreu? Se não encontrar a resposta para nós, colocaremos fogo na casa de seu pai!" ameaçaram eles.

A esposa de Samson começou a pressioná-lo para contar a resposta da adivinhação. Samson finalmente cedeu, e contou-lhe a história que o levou a formular a charada desta maneira:

"Quando eu estava indo a Timna pela primeira vez, um leão jovem urrou para mim no vinhedo perto da cidade. Agarrei o leão pelas mandíbulas e o parti no meio com a maior facilidade. Ora, quando eu estava vindo para cá para casar-me com você lembrei-me do leão, e decidi dar uma olhada na carcaça. Dentro dela encontrei uma colméia, enfiei a mão e trouxe-a cheia de mel. Foi o mel mais doce que jamais provei. Agora você sabe por que propus este enigma para os filisteus!"
No sétimo dia da festa, pouco antes do pôr-do-sol quando estava para acabar o tempo para dar a solução da charada, os filisteus procuraram Samson e disseram: "O que é mais doce que o mel? E o que é mais forte que um leão?"

O feito de Samson

Samson percebeu logo que fora traído pela esposa, e deixou a cidade tomado pela fúria. Indo para Askelon, vingou-se matando trinta perversos palestinos ali, e então enviou suas roupas aos homens que tinham vencido a aposta, embora de forma desonesta.

Voltando a Timna com um presente para sua mulher, Samson descobriu que o pai dela a tinha casado com outro homem. Samson ficou furioso, pois nem um filisteu sequer protestou contra o ato escandaloso.

Samson apanhou trezentas raposas, amarrou-lhes as caudas e colocou tochas acesas entre cada par de caudas. Levando as raposas até os campos de milho dos filisteus, Samson começou uma terrível conflagração que destruiu a colheita dos filisteus. Além de vingar sua própria ofensa, isso foi para ensinar aos filisteus uma lição por pilharem com freqüência a Terra de Israel.

Os filisteus imediatamente tentaram abrandar a ira de Samson queimando a casa da sua esposa infiel, e a casa do pai dela. "Somente eles foram responsáveis pela fúria de Samson" – disseram eles.

Mas quando Samson soube da inesperada penitência dos filisteus, disse: "Agora é tarde demais para vocês defenderem minha honra. Agora terei minha vingança!"

E Samson, sozinho, confiando apenas na sua imensa força, lutou contra os filisteus e os derrotou apenas com as mãos em muitos combates. Em seguida foi viver entre as rochas de Etam.
Os ataques de Samson aos filisteus aumentaram o ódio deles. Com um poderoso exército, os filisteus foram até Yehuda e acamparam perto da cidade de Lehi. Os filisteus enviaram uma mensagem para Yehuda: "Se vocês nos entregarem Samson, nós os deixaremos viver em paz, mas se não atenderem nosso pedido, destruiremos toda a sua terra!"

O prisioneiro – um vencedor


Você pode imaginar que efeito essas palavras tiveram sobre os homens da tribo de Yehuda quando viram a grande quantidade de armas e o poderoso exército dos filisteus.

Os homens de Yehuda foram a Samson. "Samson" – disseram eles – "os filisteus nos matarão, queimarão nossas casas, prenderão nossas mulheres e filhos se não entregarmos vocês às mãos deles. Neste exato momento estão nos portões de Yehuda."

"Muito bem" – respondeu Samson – "podem me amarrar, mas prometam que não me machucarão." Eles asseguraram a Samson que o entregariam incólume aos filisteus. Então Samson permitiu que o amarrassem. Eles o amarraram com cordas novas e fortes, e com uma prece pela sua libertação o levaram para os filisteus.

Um grito de alegria elevou-se do acampamento dos filisteus, quando viram o poderoso inimigo atado com cordas e inteiramente à mercê deles. Mas, naquele momento, Samson sentiu que o espírito de D'us lhe concedia uma força sobrenatural. De repente, as cordas que seguravam suas mãos e braços com tanta força se tornaram fracas como linha, e com a maior facilidade ele soltou as mãos das amarras. Surgiu nele uma ira terrível e assustadora. Irrompendo pelo campo de batalha, ele atacou mil guerreiros filisteus e os destruiu com nada mais que um osso de jumento que tinha apanhado no chão, e os filisteus fugiram em debandada.

Depois dessa vitória espetacular, os judeus perceberam que Samson fora escolhido por D'us para liderá-los, e o designaram como Juiz. (Ele foi o 13º Juiz de Israel desde Yehoshua).

Samson jamais deixou de realizar seus feitos admiráveis que o tornaram famoso. Um dia, quando estava em Gaza, os filisteus foram informados de sua presença. Cercando a cidade, eles esperaram em silêncio pelo nascer do sol, quando ele se poria a caminho; então o atacariam para matar.

Mas Samson, que tinha ouvido dizer que os filisteus cercavam a cidade, não esperou o dia nascer. Na escuridão da noite, deixou a casa. Chegando aos portões da cidade, encontrou-os trancados. Com notável facilidade, arrancou os portões e os pilares, carregando-os até Hebron em Yehuda.

Samson e Dalila

Samson casou-se de novo com uma mulher chamada Dalila, depois que ela se tornou judia. Os líderes filisteus procuraram Dalila certo dia e lhe disseram: "Dalila, você precisa descobrir o segredo da grande força do seu marido. Se conseguir para nós o segredo da força de Samson, nós a recompensaremos bem. Você ficará rica. Terá tudo aquilo que seu coração desejar!"

Dalila não pôde resistir a esta oferta de riqueza. E assim, a desalmada criatura concordou em vender a vida do marido por algumas moedas de prata. Mas agora, o problema persistia – como arrancar a verdade de Samson. Dalila era uma criatura ardilosa – ela encontraria uma maneira.
Usando toda a astúcia e as artimanhas que possuía, ela atormentou-o tenazmente com a pergunta: "Qual é o segredo da sua força?" até que ele não conseguiu mais tolerar. "Se você me amarrar com sete cordas novas que jamais foram usadas, então não serei mais forte que qualquer homem comum" – disse-lhe Samson.

Dalila contou o segredo aos líderes filisteus, e eles levaram a ela sete cordas novas sem uso. Dizendo que queria ver se ele tinha contado a verdade, ela persuadiu Samson a deixar-se amarrar, sem saber que os filisteus esperavam para cair sobre ele na alcova de Dalila. Então ela gritou: "Samson, os filisteus estão atrás de você!"

Ouvindo estas palavras, Samson rompeu as cordas sem nenhum problema, como se fossem teias de aranha.

Dalila não desanimou. "Oh, Samson" – lamentou-se ela – "você me enganou! Todos os seus votos de afeição eram apenas uma zombaria e uma falsidade! Venha, diga-me onde está o segredo da sua força!"

Muitas e muitas vezes Samson enganou-a com pistas falsas sobre o mistério de sua força. No entanto, Dalila não desistiu de seus esforços para seduzi-lo a contar a verdade.

Finalmente, Samson não pôde mais suportar aquele assédio constante, e contou-lhe o segredo da sua força. "Desde o meu nascimento, jamais cortei meu cabelo, pois sou um Nazir; se meu cabelo for cortado, perco minha força, pois D'us não estará mais comigo!"

A traiçoeira Dalila sabia que Samson estava dizendo a verdade dessa vez. Apressou-se a chamar os líderes filisteus. Quando Samson estava adormecido, um dos homens cortou seu cabelos e então Dalila gritou: "Samson, os filisteus estão te atacando!"

Samson saltou e preparou-se para se defender. Porém a Divina Providência, que antes o dotara com uma força extraordinária, se afastara dele, e os homens o dominaram facilmente. Os perversos filisteus furaram seus dois olhos e o levaram acorrentado para Gaza.

Os filisteus fizeram uma grande festa para celebrar sua vitória sobre Samson. Reunidos no grande salão em Gaza, eles cantaram e dançaram, dando graças ao seu deus, Dagon, por entregar Samson em suas mãos. Então mandaram buscar Samson cego, para que ele os divertisse. Atormentado e humilhado, ele não pôde suportar suas cruéis zombarias e sua adoração idólatra. Voltando-se ao seu guia, ele disse: "Leve-me aos pilares, para que eu possa me encostar neles e descansar por um minuto." O rapaz obedeceu.

Samson, dominado pela ira e pela dor, invocou o Eterno: "Ó D'us, dê-me força mais essa vez. Deixe que eu me vingue destes cruéis filisteus para que saibam que és o Único D'us. Não me importo se eu morrer com eles." Mais uma vez, sentiu o espírito de D'us dentro dele. Com um golpe poderoso, Samson arrancou os pilares. No momento seguinte, as paredes e o teto desabaram, e não sobreviveu sequer um único filisteu. Samson, também foi morto pelo desabamento.

Mais tarde seus restos mortais foram levados ao seu país de origem, e foi enterrado no solo pelo qual tinha lutado tão corajosamente. Samson foi o sábio juiz do povo de Israel durante vinte anos.



Fonte: Beit Chabad

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

" Aonde estamos..."




Coronel admite participação de PMs em morte de juíza.

 
O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, reconheceu hoje que houve a participação de PMs na execução da juíza da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, Patrícia Acioly, morta com 21 tiros na porta de casa, no último dia 12. O coronel anunciou que vai abrir uma investigação interna por conta da informação de que os projéteis de calibre .40 que atingiram a magistrada pertenciam a um lote comprado pela corporação e eram utilizados por batalhões do interior do Estado, entre eles o 7º Batalhão (São Gonçalo).

A juíza já havia recebido várias ameaças de morte. Em algumas decisões de Patrícia, está a prisão de policiais militares de São Gonçalo que sequestravam traficantes e, mesmo depois de matá-los, entravam em contato com familiares e comparsas exigindo dinheiro para soltura.


Fonte: Diário do grande abc

sábado, 20 de agosto de 2011

" Contra a Dengue "

RECEITA DE REPELENTE CASEIRO

Recebi este e-mail de um amigo baiano. Como já conheço a receita a muito tempo e sei de sua eficácia, não tive dúvidas em posta-la aqui. A minha receita é um pouco diferente do e-mail, mas as duas são igualmente boas.
Veja:



INGREDIENTES:

2 xícaras de álcool hidratado (o comum)
2 colheres de cravo da índia
4 colheres de óleo de girassol para pele (você encontra em qualquer farmácia)

Coloque em um vidro, pode ser um de álcool mesmo, tampe, deixe macerar por 24 horas e aplique na pele várias vezes ao dia.



Fonte: plantarecultivar.blogspot.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

" A adversidade..."


A Adversidade pelo Mundo Afora.


O homem e sua criatividade na adversidade pelo mundo afora

Criar para sobreviver….
Mais uma vez volto o olhar para aquele que busca encontrar seu prumo apesar da adversidade. Observei, nas minhas andanças pelo mundo afora, que nas situações inusitadas o excluído, apesar de  sofrido, ainda tem forças para reagir no minímo com o que encontra pela cidade. Sim, na adversidade o ser humano, não importa onde ele esteja, se supera  diante dos infortúnios. 
Veja um exemplo:
Fonte: geografiadavida.wordpress.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

" Homeopatia "





 
 

     
 
  por Rabino Laibi Wolf  
  Homeopatia
  Sinergia com nosso meio
   
  A homeopatia é uma modalidade de tratamento fascinante. A terra possui muitas substâncias poderosas que, caso ingeridas, são fatais. Porém estas mesmas substâncias, nas mãos de um homeopata, tornam-se agentes de cura e recuperação. Arsênico, o veneno tradicional dos romances de Conan Doyle sobre Sherlock Holmes, quando altamente diluído, torna-se um maravilhoso remédio. E o mesmo se aplica a muitas outras substâncias que de outra forma seriam venenosas.
"A natureza do bom é fazer o bem", instrui um ensinamento chassídico. O Criador benevolente sempre encerra virtudes redentoras em substâncias que parecem não possuir nenhum mérito, e muitas vezes são francamente prejudiciais. A homeopatia é uma prova simples deste adágio.
Um dos princípios da homeopatia é procurar semelhanças entre os seres humanos e a natureza. Encontra-as nos níveis de mineral, vegetal e animal. O modelo chassídico registra quatro níveis — os três acima mencionados mais o reino humano
Um dos princípios da homeopatia é procurar semelhanças entre os seres humanos e a natureza. Encontra-as nos níveis de mineral, vegetal e animal. O modelo chassídico registra quatro níveis — os três acima mencionados mais o reino humano. Esta quádrupla classificação tem as seguintes correspondências: a terra corresponde ao mineral; a água corresponde ao vegetal; o fogo ao animal; e o ar ao humano. Estes quatro elementos, terra, água, fogo e ar expressam-se em diversos caminhos, originando-se na Cabalá.
Ainda mais profundamente, os quatro elementos têm sua fonte na visão profética que o Profeta Yechezkel (Ezekiel) vivenciou, conhecida como a Visão da Carruagem. Ele viu um trono apoiado por quatro faces flamejantes — uma águia, um boi, um leão e uma face humana. Estas correspondem aos diversos tipos de animais: aves, animais domesticados, animais selvagens e o ser humano. A criação possui uma simetria maravilhosa.
Na época do Templo, a dinâmica espiritual envolvida numa oferenda de planta ou animal correspondiam a profundos processos espirituais. O elemento fogo no reino terreno unido ao elemento espiritual do fogo criava uma analogia de forças angelicais conhecidas como os Serafim 'de fogo'. Atualmente, não fazemos este tipo de oferendas, mas os processos espirituais ainda permanecem por meio do agente da prece. Como o esforço espiritual da prece é o análogo das oferendas do passado, os mesmos elementos estão presentes. O fogo emocional do forte despertar espiritual consume a 'alma animalesca' (Nefesh Behamit=próprio ego). A energia da força de vontade para superar as tentações do ego torna-se um desejo 'ardente' de subjugar seu fervor animalesco. O sucesso significa o fundir de um saudável senso do ser (uma alma animalesca domada) ao desejo ardente de comprometer-se com atos e expressões positivas no mundo do tempo e espaço.
O mesmo aplica-se ao desejo de elevar os reinos animal e mineral (proteção e realce de nossa ecologia e meio ambiente), o reino animal (respeito e prática dos direitos dos animais e prevenção de práticas cruéis), e o reino humano (respeito mútuo, nutrição e coexistência pacífica).
Isso nos leva de volta ao modelo homeopático. Vivemos em uma sinergia com nosso ambiente básico. Auto-domínio significa estar consciente desta sinergia e respeito pelos quatro elementos da criação, praticando a elevação espiritual do mineral, vegetal, animal e humano. Dessa forma os elementos da criação estarão não somente livres da dor, como realçarão positivamente nossa vida, criando integridade e bem-estar.



Fonte:Beid Chabad






 




















 
  

terça-feira, 16 de agosto de 2011

" Um pouco de Reik"


História do Reiki

Grand Reiki Mikao UsuiGrand Mestre Mikao Usui


Diante de uma pergunta realizada por universitários de Doshida, o professor Mikao Usui não soube responder, pediu demissão do cargo e foi em busca de respostas não só para seus alunos mas para si mesmo.
Nessa época, tal procedimento gerou em cima da seguinte discussão: se Usui acreditava literalmente na Bíblia, Usui respondeu que sim. Então eles o lembraram das curas de Cristo, mencionando a Bíblia: “Você fará como Eu tenho feito, mesmo as grandes coisas”. Queriam saber por que os seguidores de Cristo não conseguiam repetir suas curas mesmo ele tendo dito aos apóstolos: “curem os doente e levantem os mortos”.
Mikao Usui realizou muitas viagens e estudos voltados para a Teologia, a língua Sânscrito, os ensinamentos de Buda, até que acabou por encontrar documentos originais dos Sutras, documentos com símbolos sagrados da fórmula usada por Buda para curar. Porém as informações dos documentos estavam incompletas.
Certo dia decidiu deixar o mosteiro onde vivia e fazer um período de jejum, no Monte Kurama, uma montanha sagrada localizada a 25 km de Kyoto. Levou consigo os Sutras, um cantil de água e vinte e uma pedras que lhe serviriam de calendário. Iniciou a sua meditação. Finalmente, na madrugada do vigésimo primeiro dia, com a consciência ampliada pelo jejum e a meditação, encontrou o que tanto procurava e recebeu sua iniciação de Reiki, resgatando o método de cura pelas mãos.

Os primeiros alunos
Mikao Usui elaborou um plano para divulgação do método de cura ao mundo, juntamente com seus colegas abades. Sua intenção era divulgar o Reiki da melhor maneira possível, de modo a que beneficiasse os mais carentes. Iniciou o ensino do Reiki nos bairros pobres de Kyoto. Para realizar tal plano, tornou-se vendedor ambulante de verduras. Os resultados foram ótimos. Muitos se curaram completamente e a prática do Reiki estava servindo a excelentes propósitos, atingindo com isso seus objetivos.
Em vista de seu êxito Usui, durante os próximos três anos, peregrinou pelas cidades e aldeias vizinhas a Kyoto, procurando seus primeiros alunos.
Desiludido por encontrar seus primeiro alunos de volta à mendicância, compreendeu que a cura do espírito é tão importante quanto a cura do corpo e descobriu que tais alunos não haviam aprendido nada em relação à responsabilidade, dignidade e principalmente gratidão, que apesar de sadios, continuavam desejando ser miseráveis. Entendeu que o Reiki só havia ratificado o desejo maior daquelas pessoas, que queriam ser mendigos. Aprendeu a importância da troca de energia entre as pessoas e que as pessoas precisam dar algo por aquilo que recebem.

Grand Reiki Master Dr. Chujiro Hayashi
O Dr. Chujiro Hayashi conheceu Mikao Usui quando se encontrava desligado dos trabalhos em uma de suas palestras, ficando interessado no método de cura tornando-se um dos mais devotos seguidores de Usui, acompanhando-o pelas viagens ao Japão.
O Dr. Hayashi foi seu sucessor, assumindo a responsabilidade pela continuidade do trabalho de difundir o Reiki e formar novos mestres. Fundou a primeira clínica de Reiki em Tokyo, documentando detalhadamente seu trabalho, comprovando que o Reiki revitalizava o corpo físico, além de encontrar a causa dos problemas.
Além do trabalho em sua clínica, dedicou-se ao ensino do Reiki. Com suas experiências e práticas, sistematizou posições de aplicação e dividiu o curso em níveis. Denominou a técnica de Usui Reiki, em homenagem ao seu mestre.
Em 1938, com a aproximação de uma grande guerra, o Dr. Hayashi decidiu formar outros mestres, selecionando sua esposa, Chie Hayashi e a Sra. Hawayo Takata. E antes de falecer, numa terça-feira, 10 de maio de 1944, selecionou a Sra. Hawayo como sua sucessora. Nesta ocasião haviam apensa cinco mestres de Reiki vivos, inclusive sua esposa.

Grand Reiki Master Hawayo Takata
Com a recessão econômica, o excesso de trabalho e a responsabilidade com as filhas, Hawayo Takata adquiriu problemas sérios de saúde. Sozinha, acabando de ter perdido uma irmã e sem seus pais que partiram de férias por um ano no Japão, Hawayo decidiu partir para o Japão. Também queria tratar-se na Clínica Maeda, em Akasaka, mesmo local que tratara seu falecido marido.
Lá chegando, Hawayo recebeu a informação do resultado de seus exames e a cirurgia marcada. No entanto, Hawayo ouviu uma voz que lhe repetiu várias vezes “a operação não é necessária”, isto pouco minutos antes da cirurgia que foi interrompida. Ela então acabou por procurar, sob indicação, a clínica de Dr. Hayashi.
Seu tratamento teria sido um sucesso e o Dr. Hayashi passou a lhe ministrar os ensinamentos de Reiki, na troca dos préstimos de Takata, que deveria trabalhar na clínica durante o resto daquele ano.
Pouco antes de sua morte, o Dr. Hayashi reuniu seus alunos e comunicou que Hawayo seria sua sucessora. Hawayo foi também a introdutora de método no ocidente e suas experiências ensinou que todas as pessoas que recebiam o método sem pagar, não davam valor a este. Seguindo o conselho de seu mestre, o Dr. Hayashi, estipulou preços para o ensino dos níveis de Reiki.
Em Chicago, Hawayo cursou a Universidade Nacional de Medicina sem medicamentos, a fim de aprimorar seus conhecimentos técnicos. Durante mais de trinta anos foi terapeuta de Reiki e formou alunos. Iniciou vinte e dois mestres a fim de dar um impulso significativo ao Reiki e impedir seu monopólio. Recomendou-lhes que seguissem a liderança de Phillis Lei Furumoto, sua neta e que esta seria sua sucessora.



Fonte: ARCA.